domingo, 26 de junho de 2011

Música do dia

A música do dia é da australiana Paris Wells. "Grace baby" está na trilha sonora da novela Insensato Coração, da Rede Globo, e tem agradado os ouvidos dos espectadores. Então pra quem ainda não conhece esse som, ou quem curte mas não sabia quem cantava ou o nome da música, aí está. =)


Paris Wells -
Grace baby (Live)


sábado, 25 de junho de 2011

2 Anos sem Michael Jackson

2 Anos sem Michael Jackson

Hoje, 25 de junho de 2011, fazem dois anos que o Rei do Pop Michael Jackson nos deixou. Para relembrar o astro conhecido no mundo inteiro, que deixou muita música boa, achei justo postar um vídeo dele aqui no blog. A música "Billie Jean" foi lançada no segundo compacto do disco "Thriller", em 1982.


Michael Jackson -
Billie Jean (Live)


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Charge

Por Régis Perassoli, chargista do Jornal Gazeta Catarinense

Música nova

Maroon 5 Ft. Christina Aguilera - Moves like Jagger

Opinião

“A leitura engrandece a alma”

*Camila Hundertmarck

“A leitura engrandece a alma”, disse o filósofo Voltaire em seu livro “O Ingênuo”, de 1767. Hoje, quase três séculos depois, essa concepção sobre a leitura ainda não alcançou a abrangência que deveria.

Voltaire descrevia naquela frase, a grandeza que uma boa leitura pode nos trazer, enquanto pessoas e bons escritores e oradores. No momento atual, porém, ainda é difícil encontrar quem aprecie a leitura e cite entre seus principais hobbys.

É uma pena, pois, quanto menos se lê, menos se enriquece a língua falada e o português bem escrito. Deve ser por isso, então, que o Ministério da Educação (MEC) resolveu distribuir, neste ano, para quase 500 mil estudantes, uma cartilha que promove que a linguagem coloquial de pronuncia “popular” fosse aceita, também, na escrita. A cartilha, da respeitada ONG Ação Educativa, foi intitulado como “Por uma vida melhor”. Quer dizer então que, a partir de agora, dizer “Os livro” vai colaborar para minha vida ser melhor? Duvido.

Defender a linguagem coloquial é uma coisa. Defender a linguagem popular com todos os erros grosseiros que são conseqüência da mesma, é bem diferente. Se a idéia se concretizar mesmo, não terá mais sentido estudar português no ensino fundamental e médio e, no meu caso, na universidade. A famosa “Norma culta da Língua Portuguesa”, tão citada em sala de aula, deveria, então, ser rebatizada com um nome que fizesse juz à nova cartilha. E, no momento, não me vêm nenhum à cabeça.

Num futuro bem próximo, se a coisa assim continuar, pode ser que a linguagem usada em sites de relacionamento também seja aceita pelo MEC. Vai ser difícil ter que lidar com os “Eu adolu vuxê”, distribuídos em redações de vestibulares e na escrita como um todo. Quem faz uso de programas de computador como ferramenta para escrita pode ir pensando em uma mudança radical. Pode ser que o Word, editor de texto do Windows, por exemplo, sublinhe como errado, tudo aquilo que estiver escrito de acordo com o que os gramáticos diziam ser correto na Língua Portuguesa.

O fato é que a nova cartilha gerou polêmica. Não é por menos. Ao invés de defender o aprimoramento da leitura, bem como da boa escrita desde as séries iniciais, o órgão responsável pela fiscalização da educação no Brasil, se permite passar por esse papelão.

Voltaire, que defendia a leitura como ferramenta de engrandecimento de cada um de nós como pessoa, deve estar se remexendo no caixão. É uma pena que a situação esteja chegando a esse ponto. E o incrível é que o Brasil sonha em ser um país desenvolvido sem entender que a riqueza de um país começa lá na raiz, com o aprimoramento da educação, do bom funcionamento das escolas e da formação ética e competente de professores.

Foto do dia - Inundações nas Filipinas

Pelo menos 50 mil pessoas ficaram desalojadas com as inundações

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Opinião


PACIFICAÇÃO

Camila Hundertmarck

Os moradores de algumas favelas do Rio de Janeiro estão tendo que conviver com a presença dos militares das Forças Armadas brasileiras, diariamente. A preocupação com a Copa do Mundo de 2014 é tanta que o Governo brasileiro decidiu pacificar as favelas bem antes da chegada da Copa.

Faltam ainda mais de três anos para a Copa do Mundo acontecer e favelas como “Alemão” e “Mangueira” já foram ocupadas por policiais e militares do Exército Brasileiro. No começo da operação muitos bandidos acabaram fugindo, outros, presos e a paz parecia ter começado a reinar no Alemão. No entanto, há quem diga que, com o passar do tempo, tudo está, aos poucos, voltando a ser como era antes. Muitos bandidos voltaram a ocupar seus postos e aterrorizar a vida de quem mora nessas comunidades.

A operação de pacificação, porém, deve continuar firme e forte até que o Maracanã esteja totalmente seguro. Todas as medidas estão sendo tomadas para que nada ocorra errado no período de Copa do Mundo, já que em certos pontos da favela da Mangueira, por exemplo, se tem uma vista limpa desse que é um dos Estádios sede da Copa. Assim, podemos concluir que essa pacificação só está ocorrendo para pôr em segurança esse evento conhecido no mundo inteiro e que mobiliza até mesmo quem não gosta de futebol.

O Brasil, como todos nós sabemos, sempre teve problemas com as favelas brasileiras porque é lá que tudo acontece. O tráfico de todo o tipo de drogas e de armas, bem como muitas outras atividades ilícitas são desenvolvidas atrás dos muros desta que é uma das regiões mais pobres e precárias de algumas cidades brasileiras.

Por causa do fraco policiamento em outros tempos, a favela se tornou um local onde a criminalidade rola solta. E não estou generalizando, até porque acredito que nas favelas do nosso Brasil a fora, moram muitas pessoas honestas e de bom coração que, só precisam conviver com esse tipo de situação pelo baixo salário que ganham.

Mas porque esperar a Copa do Mundo para que se decida fazer algo para melhorar a situação das muitas favelas brasileiras? Porque esperar que o Brasil ficasse mundialmente famoso pela criminalidade, para só depois disso decidir pacificar?

Muito podia ter sido feito antes de o Brasil ter sido escolhido como sede da Copa do Mundo. Muita coisa teria mudado para melhor se assim tivesse sido. Quantas pessoas estariam vivas hoje para contar sua história. Quantos pais veriam seus filhos nas escolas ao invés de vê-los na penumbra das drogas e do crime. Quantos bandidos podiam estar presos hoje, evitando pôr em risco a segurança da população?

No entanto, precisou que um evento conhecido mundialmente pela sua importância, mobilizasse o Governo e o fizesse voltar seus holofotes para a solução desse problema. Torço pelo contrário, mas, tenho certeza que após a passagem da Copa do Mundo, esse problema vai voltar a ser esquecido e a marginalidade vai voltar a assombrar a vida dos moradores daquela região.

Não é necessário que exista um evento importante, ou a vinda de um artista famoso para que o Brasil mobilize equipes e mantenha o policiamento em locais ameaçados pela criminalidade. No entanto, a realidade é diferente e é isso que vem acontecendo.

Daqui uns anos, quando as campanhas políticas voltarem a nos encher o saco e os candidatos a nos pedirem votos, vamos ver muitos deles prometendo o que não podem cumprir. Segurança é direito da população e, pelo que entendo, direito é algo que pode ser exigido e que deve ser usado para beneficio daqueles que realmente trabalham para o bem do nosso País: o cidadão.

Foto do dia

Menino cai da varanda e é salvo por ar-condicionado

O menino de três anos, havia sido deixado sozinho em casa pelos pais. Ao cair do oitavo andar de um prédio em Pequim, o pequeno foi, milagrosamente, salvo. Ele ficou preso pelo vão entre a parede e o ar condicionado.

Os moradores do prédio ouviram os gritos da criança e resolveram ajudá-lo antes da chegada dos bombeiros.

Música do dia

Pitbull - Give Me Everything ft. Ne-yo, Afrojac, Nayer

Opinião

Gaiolinha
Camila Hundertmarck

Morar em apartamento é realmente muito chato. Sem contar que você se sente um passarinho preso em sua gaiolinha (isso não é legal). A sacada, pequena, é o único lugar onde você respira um pouco de ar puro e se sente um pouco mais livre. Isto, quando você não dá de cara com o vizinho do lado, que entra, rapidamente, para não precisar comprimentar você. O apartamento é, ainda, motivo de discórdia entre as pessoas. Na maioria dos prédios (e quem mora em prédio, tenho certeza, vai confirmar isso) os vizinhos mal se conhecem. Também, muitos deles não fazem o menor esforço para olhar pra sua cara mesmo. O máximo é "Oi" e "Tchau" e olhe lá. Nome então? Que isso? São todos conhecidos pelos números de seus respectivos apartamentos. A senhora do 401, o senhor do 105, o filho do advogado do 504....e assim vai. Parei pra pensar na verdadeira serventia dos apartamentos. A arquitetura e a engenharia que deram forma à esse projeto há bastante tempo, não fizeram, acho, a proposta de uma moradia encima da outra porque, simplesmente, ficava bonito esteticamente. Até porque a maioria das pessoas odeia o vizinho do lado. Imagina ter que morar ao lado de alguns vizinhos, "encima" de outros, e abaixo de vários outros vizinhos, ouvindo barulhos e pisadas bem encima de suas cabeças? O apartamento, na minha teoria, foi inventado na verdade, para que, justamente, as pessoas que odiassem socialização pudessem morar neles. Sim, porque você mal sabe quem mora no mesmo prédio que você. Dessa forma, mesmo porta em frente de porta, cada um ocupa o seu quadrado e não corre o risco de ter que parar pra conversar. Nos prédios, até a comunicação é peculiar. Ao invés de ir de porta em porta para avisar aos moradores avisos de reuniões, por exemplo, o síndico prefere deixar bilhetes nas caixas de correios deles.Tudo para poupar poucas palavras.
Pra mostrar que minha teoria é válida, vamos prestar atenção na palavra "apartamento". Eu entendo por "apartamento" (e o dicionário não me deixa mentir) "ato ou efeito de apartar, separar". Assim, a minha teoria tem algum fundamento. As pessoas ocupam prédios, na verdade, para se separar da sociedade. Acho que deve ser por isso que qualquer barulhinho que você faça é sinônimo de uma apertada na sua campainha.
Mas há exceções, com certeza. Há pessoas, como eu, que moram em apartamentos, simplesmente, pela segurança que, supostamente, estes ofereçem. Outros ainda, moram em apartamentos por não acharem casas que se adequem às características do gosto e valor que cabe no bolso de cada um. E é por isso que a gente estranha tanto esse tipo de comportamento. No futuro, as pessoas deveriam projetar apartamentos com isolamente acústico, como os que existem em estúdios de rádio e de gravação de músicas pelo Brasil todo. Assim, as apertadas de campainhas seriam extintas e você poderia andar livremente pelo seu apartamento sem se preocupar em usar pantufas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Foto do dia

Polícia liberta mulher e criança mantidas reféns pelo tráfico no RS

Delegado Zucco segura o bebê de dois anos que era mantido no cativeiro
por traficantes em Porto Alegre (Foto: Luiz Armando Vaz/Diário Gaúcho)

Artigo

“Sirvam nossas façanhas de modelo à toda a terra.”
Camila Hundertmarck

Quem leu o artigo da semana passada e quem ler o que estou escrevendo no momento, vai achar que eu sou uma regionalista rigorosíssima e que não suporto ouvir críticas relacionadas ao Estado onde nasci e me criei. Não é isso. Acredito que todas as críticas, positivas e negativas, são construtivas e válidas. No entanto, independente de ser gaúcha ou não, o que vou fazer agora é única e exclusivamente expressar minha opinião.

O assunto em questão tem gerado comentários no Brasil inteiro: O Hino do Estado do Rio Grande do Sul. A polêmica não é com o Hino em si, mas, sim, com o fato de ele ser cantado nos confrontos de Inter e Grêmio pelo Brasil a fora.

O fato, que eu já comentei no artigo anterior, é que o povo gaúcho tem verdadeiro amor pelo chão que pisa e o hino do Estado é símbolo desse orgulho. Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, têm várias equipes que os representam. Cada uma delas compete por todo o território brasileiro para representa seu Estado. Nada mais justo que, minutos antes do jogo, seja tocado e cantado um pedacinho do hino do Estado pelo qual se joga.

Estranho, eu acho, é tocar o Hino Nacional Brasileiro. Quem joga pelo Brasil é a Seleção Brasileira e é dela o compromisso de tocar esse hino. Para os times que jogam para representar seus respectivos Estados, nada mais justo que tocar o hino estadual antes do início de cada partida. Isso não é se engrandecer perante o adversário, como muitos vêm comentando. Isso é apenas mostrar que se dá valor para esse pedacinho de chão pelo qual eles jogam.

A equipe do Internacional e do Grêmio são, como todo mundo sabe, grandes rivais. No entanto, dentro do estádio os dois times se unem e cantam com orgulho o hino do estado que representam.

A multidão tricolor e a multidão colorada fazem ecoar as paredes do Olímpico e do Beira-Rio e dos estádios pelo País inteiro. São milhares de torcedores que, mais que gremistas e colorados, são gaúchos. É por isso que ouvir e cantar os versos do hino rio-grandense são tão importantes antes do início de cada partida.

Ao invés de tomar por ofensa a atitude das equipes gaúchas, estes que estão criticando deveriam tomar essa atitude como exemplo. Se todas as equipes do esporte brasileiro tivessem o orgulho que o povo gaúcho tem do seu Estado, talvez as partidas fossem mais respeitadas e menos violentas. Quando se joga por algo além das cores da camisa e além do emblema de um time, quando se joga de verdade por um pedaço de chão, por um Estado e não somente por um título, o retorno é muito maior. Nesse caso, o hino não é e nunca será uma ofensa perante as outras equipes e, sim, uma ferramenta para impulsionar a vontade do atleta de jogar e do torcedor de vibrar por algo maior.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vídeo do Dia

Elvis Presley - Love Me Tender (Viva Elvis)

Música e Clipe novos

Katy Perry - Last Friday Nigth

Reportagem Especial

DIREITO DO CONSUMIDOR,
EXERCÍCIO DE CIDADANIA

Camila Hundertmarck

O consultor de vendas Astor Staas é um dos muitos consumidores que já tiveram algum problema reclamado no Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon). Conforme Astor, o problema surgiu quando uma operadora de telefonia móvel passou a enviar mensagens, sem solicitação prévia e sem avisar que as mesmas eram pagas. “Quando percebi que as mensagens que recebia eram cobradas eu não me importei, fui relevando porque eram apenas 15 ou 30 centavos. Mas teve um dia em que me tiraram sete reais de uma só vez, aí eu fiquei bravo”, conta.

Conforme o Procon de São Miguel do Oeste, o setor líder do ranking de reclamações é, justamente, o setor da telefonia fixa e móvel. Dentre os principais serviços reclamados dentro desse setor estão os serviços de assistência técnica e atendimento de tele marketing. Segundo Staats, a primeira atitude que tomou foi ligar para o atendimento gratuito da operadora para tentar resolver a situação. “Eu liguei para o '0800' da operadora responsável e eles falaram que não tinham como recuperar os valores perdidos”, afirma.

O caso de Staas é um exemplo de que, muitas vezes, só o diálogo entre reclamante e reclamado, não resolve a situação. Conforme ele, foi necessário procurar o Procon para que o problema fosse resolvido. “Recorri ao Procon e, em cinco minutos, o rapaz ligou para o atendimento gratuito da empresa. Meus créditos foram repostos e o problema resolvido”, relata.

No caso de Astor Staats, o problema foi resolvido com facilidade e rapidez, diferente do que ocorreu com o morador do bairro Progresso, Pedro Gralha dos Santos. Santos afirma que o motivo da reclamação é um corte de água feito em dois terrenos de sua propriedade e a cobrança de uma dívida de R$ 3.700,00.

Conforme Santos, o problema já se estendia desde o ano passado, quando ele percebeu uma alteração no valor da fatura mensal. Na fatura que ficava sempre em torno de R$ 20,00 passou a ser cobrado o valor de R$ 1.700,00. O morador alega ter procurado a Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) para tentar entender a situação e resolver o problema, o que, segundo ele, não aconteceu. “Veio um rapaz da Casan e mais um funcionário. Quebraram o piso e não acharam nenhum vazamento, mas mesmo assim afirmavam que o vazamento existia. Depois de alguns dias ele voltou e disse para minha esposa que as faturas seriam ignoradas", afirma.
Após ordem dada pela companhia, Santos trocou todo o encanamento da residência, mas, dois dias após a troca, a água foi cortada. "Fui à Casan disposto a negociar. Chamei eles e o pedreiro que trocou o encanamento e falei para eles que não encontramos vazamento nenhum. Aí ficaram me enrolando, não davam solução nenhuma", reclama.
Conforme Pedro Gralha, a dívida cobrada pela companhia atualmente chega a R$ 3.700,00. Santos afirma que sua advogada já entrou na Justiça para resolver a questão.
O diretor regional da Casan, Fredy Westerich, informou que a empresa não se pronuncia em casos particulares, mas afirma que a companhia está agindo de acordo com a Lei. Westerich diz que a empresa vai apresentar as provas assim estas forem solicitadas pela Justiça.

DIREITO DO CONSUMIDOR: O QUE É?

O Código de Defesa do Consumidor foi uma das grandes inovações da Constituição Federal de 1988. Definido por especialistas como um ramo novo do Direito, o Direito do Consumidor só começou a aparecer a partir dos anos 50, quando surgia a sociedade de massa e as relações de consumo tornavam-se cada vez mais sólidas. Responsável por defender os direitos do cidadão nas relações de consumo, o Código de Defesa do Consumidor – CDC - gerou maior preocupação no que diz respeito à qualidade dos produtos colocados á disposição da população.

A garantia da proteção e defesa dos direitos do consumidor é amparada pelo artigo 6º da lei de número 8.078, datada de 11 de setembro de 1990. Além do estabelecido pelo CDC, o cidadão ainda pode contar com o auxílio do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor, o Procon.

O Procon é o órgão responsável pelo acompanhamento, orientação e fiscalização das relações de consumo e por garantir a defesa dos direitos do cidadão. Porém, mesmo sendo o órgão responsável por zelar pelo interesses do consumidor, o Procon muitas vezes não consegue atender à demanda da população.

No Brasil, o Procon foi a primeira organização governamental criada. Em 1976, período de ditadura, o Estado de São Paulo criou um grupo para discutir a necessidade de criação de uma política de defesa do consumidor, o que resultou na criação do Programa.

NO MUNICÍPIO

Em caso da violação de seus direitos, o consumidor pode recorrer aos Procons municipais ou estaduais. Em São Miguel do Oeste, por exemplo, o Procon já existe há cinco anos.

Conforme a coordenadora do órgão municipal, Lucíola Lopes Nerilo, as empresas líderes de reclamações são algumas das mais utilizadas no nosso dia-dia. “Os serviços de telefonia são, sem dúvida, os mais reclamados no Procon do município”, afirma. Lucíola diz que os cidadãos migueloestinos são rígidos quando o assunto é telefonia. “O maior número de reclamações relacionado à telefonia fica e móvel são osproblemas em decorrência da venda e operação de telefonia, defeitos de fabricação, faturas e cobranças”, conta.

Agências bancárias, lojas de eletrodomésticos e provedores de Internet também fazem parte da enorme lista de processos que passam pelos Procon’s do Estado. Lucíola conta que a demanda é grande e que é necessária entendimento de ambas as partes para que os casos sejam resolvidos. “São em média 250 processos por ano só aqui no Procon de São Miguel do Oeste. Esses processos só são abertos quando não há resolução harmoniosa entre os interessados” afirma.

Conforme o especialista em direito público e privado e em Ciências Criminais, Wagner Pompéo, o consumidor deve se manter sempre atento em relação aos produtos e serviços os quais faz uso. “Percebendo qualquer tipo de situação de abuso e ilegalidade em relação a produtos e serviços, o consumidor deve recorrer ao órgão competente e registrar reclamação”, afirma Pompéo.

Ao procurar o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor, o cidadão deve levar fotocópia dos documentos pessoais e da nota fiscal de aquisição do produto. Em se tratando de produto perecível, já deteriorado, deve comunicar, imediatamente, ao órgão para o registro do flagrante.

Segundo Pompéo, o Procon é o primeiro órgão que deve ser procurado assim que o consumidor perceber qualquer irregularidade no produto comprado. Mas é preciso estar atento se o problema não for resolvido com a ajuda do Programa. “Não havendo a solução pacífica do problema, o ideal é que o consumidor procure um advogado e ingresse com uma ação Judicial”, afirma Wagner.

Portanto, é importante que todos os cidadãos conheçam os seus direitos e reivindiquem o bom funcionamento dos produtos e serviços disponíveis no mercado. O Código de Defesa do Consumidor existe para zelar por esses direitos e para garantir que eles sejam preservados e respeitados. Porém, é o consumidor quem deve fiscalizar, exercendo assim a cidadania para o seu bem e o bem de toda a população.

Fotos: 1ª de Marcelo Both./ 2ª Arquivo Pessoal

A Tradição Gaúcha

"A cultura gaúcha está morrendo"

Camila Hundertmarck


Hoje cedo, vindo para o trabalho, uma emissora de rádio aqui da cidade, como todas as manhãs de segunda-feira, tocava belíssimas músicas tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Me peguei a relembrar uma coisa que um professor disse em sala de aula na semana passada. Ele disse: "A cultura gaúcha está morrendo." Não é por que sou gaúcha, até porque acredito que todos têm liberdade de dizer o que pensam mas, eu não gostei nem concordei com o que ele disse. Sem sombra de dúvida, o povo gaúcho, e aí eu me incluo, é um dos povos brasileiros que mais amam sua cultura e mais trabalham para mantê-la acesa. E ao contrário do que muitos pensam, o tradicionalismo gaúcho não é coisa de poucos anos atrás, não. Em 1898, ou seja, há mais de um século, foi fundado em Porto Alegre, capital gaúcha, o primeiro Grêmio Gaúcho.
Andei pesquisando o significado da palavra "Tradição" e descobri uma palavra bélissima que, nem eu como gaúcha, sabia o significado. "Tradição", vem do latim e significa trazer até, entregar. Ou seja, tradicionalismo significa entrega. Após descobrir o significado dessa palavra, tenho ainda mais certeza do que estou aqui escrevendo. Se tradicionalismo significa entrega, como é que se pode dizer que um dos povos que mais se entrega para manter acesa a chama da cultura, está terminando, morrendo, como pronunciou o professor. Todo o povo brasileiro, todos os Estados, melhor dizendo, têm por sua cultura um amor e um carinho que não os permite deixá-la morrer. Porém, os gaúchos se distinguem porque procuram preservar os valores, mais do que qualquer pessoa acha.
Outro discurso que pouco me agrada, foi mencionado também no dvd do humorista Jair Kobe, mais conhecido como Guri de Uruguaiana. O humorista questionou o porque que a música gaúcha, diferente do axé baiano e do pagode carioca, por exemplo, não ganha fama no Brasil inteiro. Vamos aos fatos: A música "Rebolation", por exemplo, é famosíssima e foi hit do carnaval esse ano no Brasil todo. Um trechinho dela para que todos entendam do que eu estou falando:
"Alô minha galera, preste atenção: Rebolation é a nova sensação! Menino e menina, não fiquem de fora, que vai começar o pancadão. O suingue é bom. Gostoso de mais. Mulheres na frente. Os homens atrás. Mão na cabeça que vai começar! Rebolation é bom! Bom! Rebolation é bom! Bom! Bom."


Agora, um trecho de uma famosa música gaúcha: "Minuano tironeando a venta dos tauras, relincho de baguais faíscas ao vento. O brado terrunho do punho farrapo, num bate cascos medonho ao relento. Peleando em favor da pampa a pilcha sovada em tiras. Marcando fronteira provou lealdade."
A música do trecho acima, "Gritos de Liberdade", é, visivelmente, mais complexa do que a música do primero trecho. Mas tenho certeza, que cada palavra ali cantada, significa muito mais do que "suingue"e meninos e meninas rebolando, um atrás do outro, como o que é cantado na primeira música. Vejam bem, não estou rebaixando a cultura de outras regiões brasileiras, apenas, mostando que o povo gaúcho tem orgulho do chão que pisa, tem orgulho da sua origem e de sua bandeira e canta isso na suas músicas. Dessa forma, acredito que a cada dia, com o surgimento de novas músicas como "Gritos de Liberdade", com o mantimento das cavalgadas, dos bailes gaúchos, da vestimenta típica gauchescas, das comidas típicas e, principalmente, com o mantimento desse orgulho que o povo gaúcho tem de ser gaúcho, a sua tradição não deve morrer mas, sim, ressurgir a cada dia, mais forte.

Gritos de Liberdade - Grupo Rodeio



domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos Namorados


Simplesmente ame!

Camila Hundertmarck

Ahhh 12 de junho. Você é uma das datas mais esperadas do ano. Muitos casais não veêm a hora de sua chegada somente pela troca de presentes. Outros, no entanto, esperam você chegar para dizerem à pessoa amada tudo aquilo que não dizem em dias normais. Outros, ainda, esperam sua chegada para simplesmente lembrar a pessoa amada do quanto ela é importante e o quanto é grande seu sentimento por ela. Nesse 12 de junho, mais que dia dos namorados, é o dia do amor. Abrace, beije, aperte e faça rir a pessoa que você ama, não somente hoje, mas sempre, todos os dias. O "eu te amo" não foi criado para ser dito somente em datas como esta, ou em aniversários de namoro e casamento. Por isso, grite ao vento esse sentimento e não espere o dia dos namorados para expressar. Ame e não sinta vergonha por isso.


sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos Namorados

Olha que bonitinho a música que o Rodrigão do BBB 11 fez pra Adriana gente. Não é fofo?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vídeo do Dia

Eduardo e Mônica - Propaganda Vivo

DIA DOS NAMORADOS

Olá galera. Eu e meu marido Carlos Alexandre em reportagem especial aqui do Jornal Gazeta Catarinense. Ficou muiiiito bonitinho. =)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Crítica

A piada do Estupro de Rafinha Bastos

Camila Hundertmarck
Todos devem estar a par da série de críticas que recebeu o jornalista e humorista Rafinha Bastos nos últimos dias. O fato de Rafinha ter feito uma piada sobre o estupro em seu Stand Up gerou polêmica. Acredito que o Rafinha realmente não disse o que disse para ofender alguém e, sim, apenas com o intuito de fazer humor. No entanto acredito que a liberdade de expressão e livre manifestação de pensamento, assegurada pela nossa Constituição, está sendo confundida por muitos como "a livre manifestação da humilhação" em relação a determinados assuntos que ferem o outro. Na teoria, a história de que foi apenas uma piada e nada mais, até se aplica. Na prática, porém, é bem diferente. Temos a mania de criticar, favorável ou contrariamente, as coisas ruins que acontecem ao nosso redor sem nos por no lugar das pessoas que sofrem ou sofreram com isso. Se formos imaginar quantas mulheres são abusadas e estupradas por dia no nosso País, vamos ver que todas elas precisaram de acompanhamento psicológico para esquecer o trauma ou tentar conviver com ele de forma saudável.Talvez o Rafinha não tenha se posto no lugar de dezenas de filhas e mães por esse Brasil a fora, que têm sua dignidade quebrada em pedaços quando são vítimas desse tipo de crime. Porém, discordo com quem está criticando também o programa CQC, da Band. A crítica ao programa, não vem ao caso no momento. Acredito que o programa tem deslisado, sim, em alguns momentos, mas continua sendo um dos programas mais completos. Mesmo através de gozações, os repórteres do CQC têm coragem de perguntar o que muitos jornalistas não teriam nunca. Mas voltando ao tema principal, o Rafinha deslisou, sim, e isso não se pode negar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crítica de Gilberto Dimenstein

Rafinha Bastos é vítima de estupro
Gilberto Dimenstein

Rafinha Bastos está sendo acusado de estimular o estupro pelo Conselho da Condição Feminina de São Paulo por causa de suas piadas. Não creio, claro, que ele tenha o menor interesse em estimular a violência contra a mulher. Assim como ele não tem prazer em debochar de órfãos, como fez em seu twitter no Dia das Mães.

O problema é o seguinte: essa geração de comediantes é vítima da busca do sucesso a qualquer custo, um vale-tudo para aparecer, típico da era da celebridade. Uma necessidade de ser engraçado e provocativo o tempo todo. Some-se a isso a tentação fácil de transmitir tudo em tempo real no twitter e no Facebook.

Acaba-se perdendo a noção de coisas elementares. Esculhambar órfão em Dia das Mães é considerado "piada". Ou dizer que só mulher feia reclama de estupro é visto como algo engraçado. Na verdade é apenas ridículo --um ridículo que faz sucesso.

Como judeu, aprendi a valorizar o humor refinado --a história do judaísmo se confunde com a história do humor. Mas também aprendi a detestar o uso da palavra para reforçar preconceitos.

Não vejo graça em coisas que fazem outras pessoas sofrerem.

Sou a favor da liberdade de expressão, claro. Por mais que nos doa. Mas estabelecer limites, dizendo o que vai além do aceitável em respeito humano, também é um valor democrático.

Ou seja, Rafinha Bastos, um sujeito talentoso, está sendo vítima de um estupro --ele está, sem saber, se estuprando moralmente.

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É Rafinha, muita gente admira seu trabalho. Mas dessa vez você exagerou né. Piada é aquilo que nos sorrir e ficar de bem com a vida não o que humilha, o que pisa. Você é um excelente profissional mas vamos maneirar né?

Camila Hundertmarck

Música nova

Gente, olha que bacana a música nova do Jorge e Matheus. Eles não erram numa né?

Jorge e Matheus - Pra que entender

Música do dia

Shakira - Rabiosa ft. Pitbull

Pc Siqueira

Cigarro, Marcha da Machonha ePpais na Internet

terça-feira, 7 de junho de 2011

Inverno 2011

Brrrrrrrrrrrr...Que frio!

Agasalhos, cachecóis e frio, muito frio. Pessoas amontoadas em um canto tentando se abrigar do vento que chega a cortar a pele quando toca. O inverno mesmo, só deve chegar daqui uma semana ou mais, mas as pessoas já estão sentindo na pele que este ano a estação mais fria do ano vem com tudo. Em São Miguel do Oeste, região Oeste de Santa Catarina, o frio é bem rigoroso. Hoje, por exemplo, o vento frio, aliado à chuva fina fez a maioria dos alunos da Unoesc (Universidade do Oeste de Santa Catarina) preferirem as salas de aula aos corredores da Universidade. Quem estuda à noite então sabe, é muito dificil sair de casa sem ter o desejo constante de ficar em casa debaixo das cobertas. Que bom se fossemos igual aos ursos. Ibernaríamos durante todo o inverno para sair somente no verão, quando o sol estivesse brilhando e o calor enchendo nossos dias de boa vontade. Mas infelizmente não somos ursos. Precisamos acordar cedinho todas as manhãs, sair de nossas tocas e enfrentar o frio que essa estação nos trás.

15 minutos

Os 15 minutos de Ronaldo

Hoje à noite, um dos maiores craques a integrar a Seleção Brasileira se despede. Ronaldo Nazário, mais conhecido como Ronaldinho, no auge dos seus 34 anos, terá seus últimos 15 minutos de futebol profissional no jogo contra a Romênia, hoje à noite, no Estádio do Pacaembu.

Ronaldo ficou famoso pelo bom futebol e foi por isso que garantiu o apelido de “Ronaldo Fenômeno”. Hoje em dia, a figura magra, alta e de cabeça raspada não existe mais. Ronaldo deixou a boa forma para fazer parte do time dos gordinhos. Tanto engordou, que foi obrigado a parar de jogar. Tudo bem, as constantes lesões foram fatores importantes para que a carreira do Fenômeno desabasse. Mas vamos aos fatos. Com os quilinhos a mais que o Ronaldo está apresentando nos últimos tempos, as pernas só podiam não aguentar mesmo né.

Mas voltando ao assunto principal, hoje a noite é sua despedida. 15 minutos. Será que ele aguenta tanto tempo? Vamos torcer para que ele se despeça com chave de ouro e coloque o último gol no futebol profissional na sua conta. Vamo que vamo Ronaldo, o tempo passou mesmo, muita coisa mudou mas a sua história, você escreveu.

7 de Junho - Dia da Liberdade de Imprensa

Liberdade, simplesmente

Camila Hundertmarck

Muitas pessoas pensam que a censura no Brasil ocorreu apenas no período da Ditadura Militar. Pelo contrário, a censura ocorreu por todo o período posterior à colonização do Brasil.

No Período Colonial e o Período Monárquico, por exemplo, a censura esteve muito presente na vida das pessoas. Porém, foi na Ditadura Militar, que iniciou em 1964, que as perseguições, contrárias à livre manifestação de pensamento da população, se intensificaram.

Foi a partir da confirmação da AI-5 (decreto que dava poderes ao Presidente e extinguia garantias da Constituição) que, todos os veículos de comunicação foram colocados em regime de vigília quanto ao que era publicado. Era obrigatório que todas as matérias, reportagens e fotos fossem inspecionadas e aprovadas por agentes autorizados para só então, depois disso, serem publicadas.

Como o período era de revolta da população contra os ditadores governantes, muita coisa, é claro, foi censurada. Quando isso acontecia, ou o espaço destinado para aquele determinado material ficava em branco ou então era preenchido por receitas culinárias.

Porém, o jornalismo não foi o único setor prejudicado com a censura na Ditadura Militar. A música brasileira também recebeu forte repressão do governo nessa época. Cantores e compositores como Gilberto Gil e Chico Buarque tiveram diversas músicas barradas pela censura. A música “Cálice” composta por Chico Buarque e Gilberto Gil, é um dos exemplos mais marcantes de censura musical. O intuito do que estava escrito nas entrelinhas de músicas como esta, era abrir os olhos da população para o que estava acontecendo. Torturas e crimes em geral eram motivadas por divergência de opiniões políticas. Foi só em 15 de janeiro de 1985, com a eleição de Tancredo Neves que, finalmente, a Ditadura Militar teve fim no Brasil.

Hoje, dia 7 de junho, não é apenas mais um dia dentre os 365 que formam um ano. O dia 7 de junho é o dia Nacional da Liberdade de Imprensa, liberdade essa que nos permite, hoje, lutar por aquilo que acreditamos opinar sem ser repreendido, falar sem medo algum do que virá depois. Ninguém é dono da verdade, mas cada um de nós tem o direito de revelar a sua verdade, aquilo que é relevante para si mesmo.

Portanto, nesse dia tão importante para todos os brasileiros que viveram e vivenciaram a situação caótica em que estava o nosso país na época da Ditadura e para tantos outros que ainda nem existiam naquele tempo, fica a dica: Nunca se deve calar a voz do outro, mesmo que nada do que ele diz condiz com o que você pensa. Todos tem o DIREITO de se expressar livremente sem qualquer tipo de repressão. Ninguém tem direito de nos tirar a arma que mais pode nos defender hoje: a palavra.