segunda-feira, 26 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Motocão 2012
Motociclismo:
paixão sem fronteiras
SÃO
MIGUEL DO OESTE
Camila
Hundertmarck
O Motocão chega à sua 14ª edição com o
maior público de todos os tempos. Apaixonado por motos, os visitantes e os
motociclistas da cidade aproveitam o clima do evento para demonstrarem toda sua
paixão pelo veículo de duas rodas. Ronco de motores, uma infinidade de personalidades
e características e motocicletas de todas as cores e modelos.
Os visitantes vêm de muitos lugares. Rio
de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná são alguns dos
estados que marcam presença em todas as edições do Motocão. Odair Hamilton
Hemert, 57 anos, não veio de tão longe, mas relata que não perde nenhum
encontro de motocicletas do país. Acompanhado da esposa, Odair visita São
Miguel do Oeste todos os anos na época do evento. Ele conta que já viajou o
mundo inteiro com seu triciclo. “Já fomos para Salvador, Bahia, Brasília, Belo
Horizonte e Rio de Janeiro, só de triciclo. A sensação de liberdade é muito
boa, de conhecer o Brasil e era um sonho que está sendo realizado agora. Vale
muito à pena”, relata.
EXPOSITOR E APAIXONADO POR MOTOS
George destaca ainda que quando viaja de
moto, sempre tem a companhia da esposa. Ele conta que as viagens acontecem por
todo o sul do país. “Quando viajo de moto ela vai junto. Quando viajo de
ônibus, ela fica. Mas no fim de semana quando eu posso, fujo. É uma paixão
pelas motos e por viajar”, relata.
A próxima parada, segundo ele, é na
cidade de Gravatal. Só depois de participar do encontro da cidade catarinense é
que George e os amigos retornam para Porto Alegre para rever a família. “A
gente viaja bastante, vamos a todos os eventos no Rio Grande do Sul e fora
também. Viemos de Ijuí para cá e daqui vamos para Gravatal, em outro encontro”,
finaliza.
ACROBACIAS SOBRE
DUAS RODAS
Segundo ele, em nove anos, nunca houve
qualquer tipo de acidente durante as apresentações do grupo. “A nossa
preocupação é nos preservar e preservar o nosso público”, destaca. Rodrigo
conta que a sensação durante os shows é de liberdade. “É um lugar que a gente
gosta. E sabemos que quem está ali curte motos então é muito gratificante”, relata.
Rodrigo divide a pista com o também piloto e dono da equipe, Ademir
Zimermann. Zimermann conta que a esposa
é parceira e sempre que pode, o acompanha nas viagens. “Cada um tem seus
trabalhos durante a semana e, nos finais de semana, viaja com a equipe. É um
extra. Minha esposa é parceira, ela sempre participa”, conta.
terça-feira, 13 de março de 2012
ELAS CONQUISTAM O MERCADO
Mulheres garantem
lugar no mercado, mas
salário ainda é inferior ao dos homens
salário ainda é inferior ao dos homens
A mulher, que representa a maior
parcela da população, viu aumentar seu poder aquisitivo, o nível de
escolaridade e conseguiu reduzir a defasagem salarial que ainda existe em
relação aos homens
SÃO MIGUEL DO OESTE
Camila Hundertmarck
A
cada ano que passa, a classe feminina continua a aumentar a sua inserção no
mercado de trabalho.Hoje as mulheres estão
adotando, cada dia mais, uma postura atuante, não apenas pelo seu próprio
esforço, mas também pelas exigências do mundo moderno. Os últimos 20 anos foram essenciais para que elas
fortalecessem a sua participação no mercado e garantissem sua responsabilidade
no comando da família.
A história da mulher no mercado de trabalho começou com a I e
II Guerras Mundiais, nos anos de 1914 a 1918 e nos anos de 1939 a 1945. Naquela
época, os homens atuavam nas frentes de batalhas e se tornava responsabilidade
das mulheres o cuidado com a casa e com os negócios da família.No século XIX,
no entanto, várias mudanças ocorreram na organização do trabalho feminino. Com
a consolidação do sistema capitalista e com o desenvolvimento tecnológico, a
maior parte da mão-de-obra feminina foi transferida para as fábricas.
Com o passar do tempo, porém, as mulheres, maior parcela da
população, viram aumentar seu
poder aquisitivo, seu nível de escolaridade e conseguiram reduzir a defasagem
salarial que ainda existe em relação aos homens.Dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas revelam que em 2010, a
participação das mulheres na população economicamente ativa foi de 45,3%. Em
2003, a participação feminina era menor, com 43%.
AS MULHERES NO COMANDO
Marilene
conta que desde muito cedo já sabia que profissão seguiria. Sua introdução no
mercado de trabalho teve início na área da educação, quando ela optou por seguir
seu sonho e fez um curso no magistério. “Minha história como profissional
começou com o próprio investimento na área da educação. Fiz um curso do
magistério em nível de ensino médio porque eu realmente queria ser professora”,
relata.
Antes
de exercer a atual função, ela foi graduada em Letras e fez especialização em Comunicação
Social. Em 1974, Marilene realizou seu sonho e se tornou professora das
disciplinas de literatura e língua portuguesa para turmas do ensino médio.
Hoje, a pró-reitora desempenha uma das funções mais importantes dentro da
Universidade, mas garante que o comprometimento continua. “Eu tenho muito
orgulho de onde cheguei e isso sempre me remete a me preparar mais e melhor. Eu
me sinto muito bem e muito feliz com isso que eu faço. Eu me realizo”, afirma.
Para a profissional,a mulher já garantiu seu espaço no
mercado de trabalho. O motivo, segundo ela, é o investimento em cursos de
ensino superior e a responsabilidade em trabalhar coletivamente. “A mulher tem
capacidade para cuidar de detalhes, atua com equilíbrio entre emoção e razão e estámais
aberta e flexível às mudanças. Ela trabalha numa perspectiva coletiva e
valorizam opiniões”, justifica.
A
pró-reitora avalia ainda que o antigo modelo hierárquico que colocava os homens
como chefe dos negócios e da família, fez com que hoje a mulher continue em
segundo plano no mercado de trabalho. “Os padrões tradicionais com base numa
visão patriarcal onde o homem manda,vem historicamente se perpetuando. Mas as
organizações modernas no serviço público quanto no privado vem modificando tal
padrão. Hoje o salário depende do conhecimento que considera habilidades e
competências”, conclui.
ESPOSA, MÃE E PROFISSIONAL
Otília
Donato Barbosa, tem 38 anos e é coordenadora do curso de Sistemas da Informação
da Unoesc. Casada e com um filho de quatro anos, ela precisa se dividir entre
as tarefas profissionais e o ambiente familiar. “É uma rotina bastante corrida.
Fico em casa de manhã e trabalho nos turnos da tarde e da noite na Unoesc. Eu
saio da universidade no final da tarde, busco meu filho na escola e fico um
pouco com ele antes de voltar a trabalhar à noite”, conta.
Otília
ingressou no mercado de trabalho como estagiária de um curso técnico em
eletrônica, mas logo garantiu turmas do ensino médio para dar aulas. Com o
passar do tempo, ela começou a graduação em Sistemas da Informação e ministrou
aulas por dois anos na universidade. Hoje ela coordena outros três cursos e
afirma que a busca pelo seu lugar no espaço teve raízes na família. “Meu marido
me incentiva bastante. Ele sempre apoiou que eu estudasse. Nós já viemos de uma
família onde as mulheres não ficavam somente em casa com os filhos, elas já
trabalhavam, então foi um processo natural”, justifica.
A
coordenadora destaca ainda que o preconceito com a classe feminina vem
diminuindo com o passar do tempo. Para ela, o preconceito parte das próprias
mulheres em relação à algumas áreas profissionais. “Na área da informática
ainda há uma quantidade pequena de mulheres. Temos ainda a necessidade de
convencer as mulheres de que a informática é uma área para elas também. Talvez
seja um preconceito das próprias mulheres, pois, tem empresas daqui da região
que até pedem mulheres como funcionárias. Elas têm um perfil que a empresa
procura”, opina.
A CLASSE FEMININA E A INDEPENDÊNCIA
Nível de escolaridade tem contribuído para
conquistar a
“tão sonhada” independência
Além do grande
número de mulheres que buscam a graduação na região oeste, a universidadepossui
também um número elevado de mulheres em cargos de docência e coordenação. O
levantamento mostra que de 195 professores, 97 são mulheres.
Leoní Serpa é
uma das 97 professoras e coordenadoras da Universidade. Responsável pelo
comando das turmas de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo e
Publicidade e Propaganda. Ela conta ter dividido com as seis irmãs, desde muito
cedo, o desejo da independência. “Eu venho de uma família de seis mulheres.
Talvez por conta de estar dentro de uma família com muitas mulheres, a gente
sempre foi muito batalhadora e todas alcançaram êxito profissional. Hoje tem na
família, biomédica, advogada, arquiteta, contadora e eu que sou jornalista.
Todas nós construímos nossos espaços por nós mesmas e não pela indicação de
alguém”, relata.
A professora
destaca ainda que apesar do preconceito que ainda existe, a classe feminina têm
garantido o seu espaço com base na competência e profissionalismo. “Toda a
mulher tem essa coisa do inovador, do desafiador. Talvez pela minha
personalidade eu tenha encontrado algum preconceito, mas eu não senti esse
preconceito diretamente e sim de forma velada. Todas nós somos testadas o tempo
todo. Ou somos determinadas ou não alcançamos o que queremos. Se a sociedade
acha que precisa ter uma data é porque ainda não existe um entendimento de que esse
gênero é fundamental para a sociedade”, opina.
PROJETO BUSCA IGUALDADE SALARIAL NO PAÍS
Apesar do crescimento da classe feminina em cargos de diretoria, o
salário continua desigual em relação ao dos homens. Segundo uma
pesquisa recente feita por uma empresa de recrutamento e seleção de executivos,
as mulheres ganham, em média, 22,8% a menos que os homens.
A boa notícia é
que essa diferença nos rendimentos deve cair rapidamente com a aprovação do
projeto que multa as empresas que pagarem às mulheres salários inferiores aos
dos homens quando ambos ocuparem as mesmas funções. O objetivo é encontrar uma forma de acabar com a
discriminação entre os sexos.Após a aprovação do projeto, o Senado estipulou que
a multa será de cinco vezes a
diferença entre os salários durante todo o período de contratação da
funcionária. Como a proposta foi aprovada em última instância, ela deve seguir
agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Atrativo
Pizza
em metro atrai visitantes de toda a região
Camila
Hundertmarck
De origem italiana, a pizza faz sucesso
também entre os brasileiros do Norte ao Sul do País. No município de Santa
Helena, a pizza deixou seu formato tradicional para ganhar proporções bem
maiores. Na pizzaria do casal Dárcio e Eliane Rigão é quase impossível
encontrar uma cadeira vazia. Moradores das cidades vizinhas lotam o local para
provar a especialidade da casa: a única pizza em metro da região Oeste
catarinense.
Dárcio e a esposa são naturais de Santa
Helena, mas moraram cerca de cinco anos na cidade de Turin, na Itália, onde
trabalhavam em uma churrascaria. Ele conta que a ideia surgiu quando o casal
visitou uma pizzaria nos Alpes italianos. “Nós saímos para conhecer alguns
lugares e o italiano, dono da churrascaria onde eu trabalhava, nos levou para
conhecer uma pizzaria perto dos Alpes, na divisa com a Suíça. Foi lá que conhecemos
a ideia”, relata.
Após algumas idas à pizzaria, Dárcio e
Eliane se tornaram amigos do dono, que não hesitou e resolveu passar a receita
da famosa pizza ao casal. “Ele sempre ia até a churrascaria onde trabalhávamos
e a gente criou uma amizade com ele. Aí ele nos passou a receita da massa e do
molho da pizza, até porque éramos brasileiros e não iríamos colocar uma
pizzaria na Itália”, justifica.
O casal de brasileiros morou na cidade
italiana de 1994 até o ano de 1999 e só resolveu retornar ao Brasil quando
descobriu que teria um bebê. “Voltamos para o Brasil porque minha esposa ficou
grávida e queríamos que o bebê nascesse brasileiro”, conta. Ao chegarem ao
Brasil, Dárcio e a esposa moraram por um tempo em Brusque, no Norte de Santa
Catarina, mas não demorou muito para que decidissem voltar à cidade natal.
Em Santa Helena, o casal comprou o
prédio de um antigo bar e abriu uma lanchonete que, com o passar do tempo, foi
sendo reformada até se tornar uma pizzaria. “Com o tempo fechamos a frente, que
era aberta, e implantamos o forno à lenha. Antes fazíamos pizzas para o público
local, mas quando surgiu a massa em metro moradores de todas as cidades da
região começaram a aparecer por aqui”, lembra.
Quando a novidade se espalhou, a
pizzaria “Feito à Mão” ficou famosa na região. Dárcio explica que um metro de
pizza rende em torno de 40 pedaços e custa em média R$ 55,00. “É uma pizza para
famílias, pois cada metro rende em torno de 40 pedaços. Então todos que vêm com
uma turma grande”, relata.
No início a propaganda foi feita por
meio da rádio e de cartões distribuídos na cidade. Hoje, no entanto, o dono diz
que a propaganda é feita pelos próprios clientes que frequentam a pizzaria. “O
que mais rende clientela é o ‘boca a boca’. O pessoal vem aqui e depois sugere
para os amigos. Temos uma carteira fixa de clientes e todos que vêm acabam
voltando. A pizzaria funciona de quarta à sexta-feira e tem clientes que
frequentam pelo menos uma vez por semana”, garante. Ele revela ainda que o
sistema da pizzaria é baseado no europeu.
“Por isso todo mundo que quiser vir à pizzaria tem que ligar antes para
reservar e garantir o lugar, para não chegar aqui e ficar esperando”, explica.
Com uma clientela grande, a pizzaria
existe há quatro anos e tem seis funcionários entre garçons e pizzaiolos.
Dárcio cuida da parte de atendimento aos clientes, enquanto a esposa Eliane
põe, literalmente, a mão na massa. O casal conta que se surpreendeu com a fama
que a pizzaria ganhou em algumas cidades da região. “A gente não imaginava que
ia chegar a essa proporção. A vantagem é que se não dá dinheiro a gente come o
estoque. Mas dá, sim, pra viver disso”, finaliza.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Instinto Materno
Cadela
adota e amamenta gato recém-nascido
ALEITAMENTO
SÃO
MIGUEL DO OESTE
A
cadelinha Sheron, de pouco mais de um ano, demostra todo seu desejo de ser mãe,
cuidando e amamentando a gatinha recém-nascida Cristal
Texto e fotos: Camila
Hundertmarck
![]() |
| Sheron e Cristal |
Sheron e Cristal vivem uma relação diferente. A gatinha abandonada
pela mãe biológica, mama e recebe a proteção da nova mãe há uma semana. O amor
entre os dois animais chamou a atenção dos donos e vem comovendo os vizinhos. Eliane
Diehl e Diego Trentin encontraram a gatinha Cristal na terça-feira de carnaval
em uma associação campestre onde foram almoçar com a família.
Eliane conta que a gatinha foi encontrada encima de uma
pilha de lixo e entulho. Ela estava muito machucada e ainda tinha junto ao
corpo o cordão umbilical. “Nós encontramos a gatinha jogada no meio do entulho.
Meu marido foi buscar ela perguntou para uma mulher se ela tinha mãe, porque
ela estava machucada e com um olhinho furado. A mulher disse que a gata que é
mãe dela, não cuida dos filhotes, aí nós resolvemos ficar com ela”, relata.
Ao chegar em
casa, Eliane se preocupou quando notou que a temperatura do corpo do filhote
estava cada vez mais baixa. Foi aí que surgiu a ideia de colocá-la encima da
barriga da cadelinha Sheron para que ela se esquentasse. “Quando chegamos em
casa vimos que ela estava gelada. Peguei uma mamadeira de boneca e tentei dar
leite para ela mas não consegui. Tive a ideia de colocar a gata na barriguinha
da Sheron, para ver se ela se esquentava, senão ela ia morrer de frio”, conta.
Eliane recorda
que Sheron não se incomodou com a presença do filhote e até deixou que ele se
esquentasse junto ao seu corpo. Poucas horas depois, Eliane e o marido se
surpreenderam quando perceberam um líquido branco na barriga da cadelinha. “Nós
íamos esperar até o outro dia para ver se ela ia conseguir sobreviver e se ela
conseguisse nós íamos tentar dar leite de novo para ela ou levar no veterinário
pra ver o que podia ser feito. De repente nós fomos olhar as duas e vimos que a
Sheron estava com a barriga molhada. Nós até pensamos que pudesse ser xixi da
Cristal, mas, quando vimos, era leite. Eu apertei as tetinhas para ver e ela
tinha leite em todas”, explica.
Diante da
surpresa, os pais da cadelinha Sheron resolveram leva-la junto com seu filhote adotivo
para uma consulta no veterinário. Eliana conta que até mesmo o veterinário se
surpreendeu com o que viu. “Nós levamos as duas no veterinário e ele falou que
a gatinha deve estar com uns seis dias. Agora estamos dando suplemento para ver
se ela mantem o leite. Ela está cuidando da Cristal como se fosse filha dela”,
relata.
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| Diego e Eliane com os papais de Cristal |
A ADOÇÃO DE
SHERON
Assim como a
pequena Cristal, a cadelinha Sheron também foi adotada pelo casal Eliane e
Diego. Eliane conta que se sentiu na obrigação de proteger a cadelinha vira-lata
quando percebeu que estava em perigo. “Peguei ela na favela, o dono queria
matar. Eu fiquei com pena e trouxe para casa”, afirma.
Hoje, Sheron e o poodle Benjamim fazem o que parecia impossível no mundo animal. Os dois se
uniram para cuidar do pequeno filhote e não saem mais de perto dele. “Benjamim
aceitou muito bem a Cristal e até ajuda a cuidar dela. Até porque eles se
gostam muito e eu acho que é por isso que ele ajuda a Sheron a cuidar”,
justifica.
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| Sheron não sai mais de perto do pequeno filhote |
ALEITAMENTO
O veterinário Diego Rossini foi quem
prestou o atendimento à Sheron e seu filhote adotivo. Ele conta que se
surpreendeu e emocionou com a situação. “É uma emoção e gratificação muito
grande porque não é uma coisa comum de a gente ver. Se ela não adotasse a
gatinha, provavelmente ela ia vir a óbito” relata.
Diego explica que no mundo animal, é
difícil acontecer a adoção de animais de diferentes espécies, porém, não é
impossível. “Não quer dizer que seja comum e nem raro, depende muito do animal
ter esse instinto materno. Se não houver rejeição por parte do outro animal,
acaba sendo comum, principalmente quando se trata de filhotes”, explica.
O veterinário conta ainda que a
produção de leite acontece quando o filhotinho tenta mamar na mãe adotiva. “O
estímulo da produção de leite acontece quando o filhotinho tenta mamar. Nesse
caso, os hormônios acabam tendo influência no fator de aleitamento. Nós
receitamos medicamentos específicos para aumentar a produção de leite até
porque a cadelinha não estava preparada e nunca tinha tido filhotes”,
justifica.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Frase do Dia
Sábia Clarissa Corrêa:
"Acabei me afastando de algumas pessoas. A gente sente direitinho quem quer o nosso bem. Se eu estou feliz e você gosta de mim, por favor fique feliz também. Se os seus sonhos e planos não deram certo, por gentileza, não descarregue em mim. Também tenho sonhos e planos que não se concretizaram e nem por isso sou amarga. Nem por isso não desejo a sua felicidade.Difícil mesmo é ficar feliz quando o outro conquista alguma coisa. Quando o outro está com o coração sorrindo. A gente percebe direitinho sorrisos amarelos, olhares não sinceros. Acho isso tão pequeno. Se você gosta de alguém, se é amigo de alguém é obrigação ficar feliz pela pessoa."
"Acabei me afastando de algumas pessoas. A gente sente direitinho quem quer o nosso bem. Se eu estou feliz e você gosta de mim, por favor fique feliz também. Se os seus sonhos e planos não deram certo, por gentileza, não descarregue em mim. Também tenho sonhos e planos que não se concretizaram e nem por isso sou amarga. Nem por isso não desejo a sua felicidade.Difícil mesmo é ficar feliz quando o outro conquista alguma coisa. Quando o outro está com o coração sorrindo. A gente percebe direitinho sorrisos amarelos, olhares não sinceros. Acho isso tão pequeno. Se você gosta de alguém, se é amigo de alguém é obrigação ficar feliz pela pessoa."
Solidariedade
Família abre as portas de casa
para
abrigar animais abandonados
ANCHIETA
Texto e fotos: Camila Hundertmarck
Unidos pelo ideal de diminuir o sofrimento
dos animais de rua, a família Della Méa abriga, medica e alimenta cerca de 24
“boquinhas”. Baseado na cooperação, na ajuda mútua e no carinho, Natália Della
Méa, 11 anos, abrigou, desde os seus primeiros anos de idade, mais de 30 gatos
abandonados e mal tratados pelos antigos donos.
Ela conta que o carinho pelos animais passou de mãe para filha. “Minha mãe
começou a cuidar deles e depois eu também quis ajudar. Tenho pena de vê-los
abandonados na rua”, justifica.
Natália revela que os cuidados começaram por
conta dos inúmeros abandonos e maus tratos a animais na cidade. “Tem gente que
solta os gatos em sacolas e caixas na rua. Às vezes encontro alguns embaixo dos
motores dos carros, sujos de óleo ou amarrados. Eu os tiro de lá e os trago
para casa para cuidar”, relata.
Hoje em dia todos os gatos estão
recuperados, mas nem sempre foi assim. Natália conta que já encontrou gatos
muito machucados por atropelamentos e até mesmo por outros animais. Quando isso
acontece, a família Della Méa se disponibiliza a prestar o socorro necessário e
dar abrigo aos gatinhos. “Nós cuidamos deles até se recuperarem e depois eles
acabam ficando aqui em casa”, explica Natália.
Um exemplo é o gato Michi,
com seis anos de idade, o mais idoso do grupo. Quem o vê hoje não imagina o que
o bichano já passou. A mãe de Natália, Bernadete Della Méa, conta que o gato
estava muito debilitado quando a família o encontrou. “Ele foi atropelado,
tinha perdido todo o pêlo e andava apenas com as duas patinhas de trás”,
lembra. Apesar de o estado de saúde de Michi ter sido grave na época, mãe e
filha uniram-se e conseguiram recuperar boa parte dos seus movimentos. “Nós
acabamos cuidando dele. Pegamos ele e começamos alimentá-lo e a movimentá-lo
todo dia, até que se recuperou”, conta.
A família se dispôs
ainda a cuidar de um cão que apareceu na residência com o maxilar quebrado. O
defeito na boca do animal jamais foi curado, mas os cuidados à base de remédios
e muito carinho fizeram com que o cão se recuperasse parcialmente. “Ele
apareceu por aqui e colocamos remédio na sua boca. Ele até melhorou, mas a
mordida continuou atravessada. Por isso temos que dar coisas mais macias pra
ele comer”, relata.
Apesar da paixão por gatos ter aumentado nos
últimos anos, Bernadete conta que não é de hoje que se disponibiliza a cuidar e
dar abrigo aos animais. “Cuidamos de gatos há quase 20 anos. É de família. Já
tivemos muitos outros, mas alguns deles morreram envenenados e atropelados e
outros foram embora”, relembra. Os gatos dividem o porão da casa de Natália com
dois cachorros, mas Bernadete afirma que o que não falta é conforto para os
felinos. “Tem cama pra todo mundo”, garante.
A mãe de Natália relembra
ainda que no começo era possível contar com a ajuda de um restaurante da cidade
que doava as sobras de comidas para que a família alimentasse os gatos. Após a
decisão de um promotor de justiça, no entanto, a família não pôde mais contar
com esse tipo de doação e, por isso, teve de procurar soluções para que não
faltassem alimentos e remédios aos animais.
“De vez em quando não tem comida. Quando isso acontece, a gente cozinha
arroz, pega carne e dá para todos. Nós não gastamos com medicação para a família,
mas para os bichos sempre tem que ter”, revela.
A DOR QUE VEM COM O APEGO
Bernadete explica que a preocupação com os
animais abandonados existe, pois não há um local apropriado para deixá-los.
“Deviam fundar uma ONG e ter mais consciência para não colocar os animais nas
portas das casas. Quem tem um animalzinho tem que cuidar”, finaliza.
Estiagem
Chuva
melhora condições de pastagens, mas
situação da água ainda é problema
situação da água ainda é problema
SÃO
MIGUEL DO OESTE
Camila Hundertmarck
| Gerente regional da Casan, Gilmar Rigo |
A chuva da última terça-feira chegou a 30 milímetros em São
Miguel do Oeste e em várias cidades da região, mas ainda não melhorou o quadro
de escassez de água nos municípios do oeste catarinense. Conforme o engenheiro agrônomo da Empresa
de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Mateus Seganfredo, foi
possível perceber melhora nas condições das pastagens, mas para recuperar os
mananciais de água e a qualidade dos grãos é preciso que chova ainda mais. “Como a parte de
pastagem tem a raiz mais superficial, ela vai dar uma rebrotada com esta chuva.
Porém, para a questão da água e para a questão de cultura de grãos,
especialmente milho e soja, onde foram localizadas muitas perdas, ainda não
mudou nada. A situação ainda é delicada, por isso, ainda existe a necessidade
de se fazer economia”, explica.
O agrônomo revela que alguns agricultores já começaram o
plantio de pastagens de inverno, mas afirma que o problema pode se repetir se a
estiagem continuar. “No plantio, algumas pessoas estão até se arriscando
a plantar algumas pastagens de inverno. Até haveria condições, mas se ficar uma
semana sem chuva, nós vamos ter problema de novo”, justifica.
Conforme o
meteorologista Ronaldo Coutinho, a previsão é de pancadas de chuva
para quase todos os dias da próxima semana. “Ainda há chances de
pancadas de chuva quase todos os dias. Em alguns pontos do oeste choverá pouco
e em outras nada. Mas não é uma chuva muito grande, o importante é que ajuda na
parte de lavoura e pastagem”, afirma. Coutinho ressalta que apesar das pancadas
regulares, a quantidade de chuva ainda é pequena para melhorar a situação da
água na região. “A chuva está voltando e já melhorou muito em relação ao que
estava no final de dezembro e janeiro, quando não chovia. Porém, não está
resolvendo em nada o problema de água. Deve levar mais tempo para a recuperação
da água. Provavelmente mais um ou dois meses”, explica.
Ele revela ainda
que a chuva em maior quantidade deve vir no final de março e nos meses que
seguem. Coutinho explica que o ideal é que a situação seja revertida aos
poucos. “O ideal é que a recuperação seja lenta, é melhor que chova 20 ou 30% a
mais em março, em abril e em maio do que ter o dobro da chuva em março. Esse
pouquinho a mais da média é suficiente para ir repondo”, relata.
O gerente regional da Casan, Gilmar Rigo, afirma que o racionamento deve continuar até
que o volume de chuva aumente. “Nós
continuamos com o sistema de rodízio atual, até porque essa chuva que veio,
embora ela seja uma chuva boa, não conseguiu evoluir a questão do nível das
águas dos mananciais. Ela trouxe uma pequena melhora, mas se nós tivermos maior
volume de chuva nos próximos dias, não há dúvida de que nós conseguiremos
normalizar a situação da água”, destaca.
Rigo ressalta ainda que o consumo
de água baixou nos últimos dias por conta da diminuição da temperatura mas o alerta
ainda é de que a população fique atenta e faça uso consciente da água até que a
situação se normalize. “O que dá pra se
notar é que diminuiu bastante o consumo, pois a temperatura baixou. Mas,
continua o alerta para que a população continue economizando até que chova um
volume grande de água. Ainda há estado de alerta e, por isso, a população
precisa continuar se conscientizando sobre o uso da água”, conclui.
Internet
Quando a
rede vira um vício
Camila
Hundertmarck
É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer o uso saudável
da Internet para estabelecer com ela uma relação de dependência. O diagnóstico
do vício pode ser detectado a partir do momento em que comportamentos
relacionados à Internet começam a interferir nas relações sociais da vida de
uma pessoa. Desde seu surgimento no auge da Guerra Fria, por volta de 1960, a Internet se tornou
importante fonte de pesquisa, informação e entretenimento. O uso da Rede
encurtou distâncias, aproximou fronteiras e democratizou o acesso à informação.
Porém, para algumas pessoas, a Internet assumiu um papel polêmico. Hoje em dia,
muita gente não consegue imaginar ficar longe do monitor por alguns minutos
sequer.
Luisa Regina Ceccon, 16 anos, passa a maior parte do
seu tempo navegando na Internet. São em média 11 horas em frente ao computador.
“É mais tempo do que eu devia, mas como isso já virou uma rotina não tem como
evitar”, relata. A adolescente conta que quando está em frente ao computador
acaba esquecendo as demais atividades e tarefas diárias. “Com esse vício,
acabei esquecendo de compromissos e tendo desatenção nas atividades
cotidianas”, avalia.
Para Luisa, a ansiedade da informação é uma das
principais causas para essa procura tão grande da Internet. “Já tentei ficar um
tempo sem, mas acabo ficando ansiosa, pois quando isso vicia, você sempre tem a
curiosidade de saber o que esta acontecendo no mundo virtual”, conta. Luisa
ressalta que apesar do gosto pela rede, conhece as conseqüências do uso
indevido dela para o convívio social. “Tudo o que é em excesso prejudica.
Acabamos trocando nossa vida real pela virtual, e isso gera várias
conseqüências para o nosso convívio em sociedade”, reflete.
Na atualidade é quase impossível achar quem não seja
adepto do mundo virtual. Luisa acredita que com as facilidades que a rede traz
fica impossível se desligar dela por muito tempo. “Creio que agora e ao passar
dos anos as pessoas vão se tornar cada vez mais dependentes do computador,
porque através dele você pode fazer várias atividades sem precisar sair de
casa”, relata. A adolescente cita ainda que a partir da Internet é possível
criar um mundo próprio com todas as coisas que caracterizam seu gosto pessoal.
“Você cria o seu mundo, você pode escolher o que quer ver ou não. Por isso as
pessoas estão cada vez mais substituindo o mundo real pelo virtual”, opina.
INFORMAÇÃO E PRATICIDADE
Para outras pessoas, no entanto, a timidez é o
principal motivo da substituição do mundo real pelo virtual. Dessa forma, as
redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, se fortificam cada vez mais.
Hoje em dia, com a tecnologia dos notebooks, tablets, ipod’s e diversos outros
tipos de aparelhos móveis, ficou ainda mais fácil se conectar a Internet em
qualquer lugar, a qualquer momento.
Luiz Felipe Barth, 17 anos, se considera um viciado em
Internet, porém, conta que sabe selecionar o tempo certo para navegar pela
rede. “Apesar de ser viciado, eu sei a hora certa de usar a Internet, até
porque durante o dia eu não tenho muito tempo para navegar”, relata. Luis
Felipe conta ainda que a grande procura pela rede acontece por causa das
inúmeras oportunidades que ela oferece. “Na Internet não tem apenas coisas
fúteis, tem bastante informação e entretenimento também”, garante.
O adolescente passa, em média, cinco horas diárias
navegando na Internet. Conforme ele, os afazeres diários fazem com que o único
período disponível para o acesso à Internet seja a madrugada. “Eu sei que eu
deveria dormir mais cedo, mas como durante o dia não tenho muito tempo para
isso, eu navego de madrugada para conversar e me manter atualizado”, diz. Luiz
Felipe destaca, porém, que sabe as conseqüências que o uso excessivo da
Internet pode causar.
“Tudo que é demais
prejudica”, afirma o adolescente. Para ele, a facilidade em encontrar tudo o
que se procura é um dos principais motivos pelos quais a Internet vem chamando
tanto a atenção. “A Internet possibilita essa praticidade de conseguir
informações e entretenimento, a facilidade de conhecer gente nova e conversar
com seus amigos”, justifica.
ENTRETENIMENTO PARA TODAS AS
IDADES
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| Rosane Hundertmarck |
Até mesmo quem fazia do computador um bicho de sete cabeças já aderiu à
moda e não deixa de dar uma conferida na rede uma ou duas vezes por dia. A dona
de casa Rosane Pompeo, 50 anos, é um exemplo de que a Internet possui adeptos
de todas as idades. Ela relata que nunca havia se interessado pela rede antes
de conhecer as facilidades e possibilidades que ela disponibiliza. “Comecei a
usar a Internet quando meus filhos criaram uma rede social para mim. No começo
foi muito difícil aprender, mas com o tempo ficou tudo mais fácil”, revela.
Segundo ela, que também é artista plástica, a Internet, além de diversão,
também pode agregar conhecimento. “Faço pesquisas de desenhos para minhas
pinturas, procuro as músicas que gosto e ainda falo com minha filha que está
longe”, justifica.
A dona de casa opina que o uso da Internet deve ser moderado e controlado
pelos pais quando os usuários são crianças e adolescentes. “Vejo crianças de 5
ou 6 anos navegando por horas na Internet. Além da possibilidade do vício, a
Internet possui muitos perigos e os pais devem ficar atentos”, aconselha. Para
ela, o acompanhamento dos pais é fundamental para a formação do comportamento
dos filhos. “Acho que os pais têm que dar um limite, distribuir outras tarefas
no dia-dia da criança, como a leitura de um livro, por exemplo”, finaliza.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Dia Mundial do Câncer
Em 20 anos, doença deve
ser a principal causa de morte
Lembrado no dia 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer é uma oportunidade para chamar a atenção sobre o crescimento dos casos da enfermidade, que até 2030 deve ultrapassar as doenças cardiovasculares e se tornar a principal causa de morte no mundo
SÃO MIGUEL DO OESTE
Camila Hundertmarck
O Dia Mundial do Câncer foi instituído em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e é celebrado todo o ano no dia 4 de fevereiro. A data tem como objetivo chamar a atenção das nações, líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento do câncer, que vem atingindo proporções alarmantes no mundo. Conforme dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas todo ano com câncer e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença. Os estudos revelam que até 2030 serão 26 milhões de novos caso e 17 milhões de mortes por ano no mundo.
Em São Miguel do Oeste, até o ano de 2009, cerca de 40 pessoas morreram vitimas de câncer. Conforme os dados apresentados em palestras no município, traquéia, laringe, lábio, boca, brônquios e pulmões foram os órgãos com maior incidência das neoplasias. Os cânceres de estômago, esôfago, fígado, pâncreas próstata, mama e colo do útero também entram nas estatísticas de mortes na região. Somados, esses tipos de cânceres fizeram mais de 50 vítimas de 2005 a 2009 no município.
De acordo com a secretária da saúde, Beatriz Soares, é freqüente o número de casos diagnosticados todo o ano em São Miguel do Oeste. “Temos praticamente todos os dias casos diagnosticados. Não temos um dia específico para cuidar do câncer, mas trabalhamos em todas as nossas ações. A gente sempre está falando na prevenção. Os próprios agentes de saúde, quando passam nas casas, reforçam o cuidado que se tem que ter com a doença”, adverte.
Beatriz ressalta que a quantidade de casos vem aumentando espantosamente ano após ano no município. Para ela, os principais motivos são as condições climáticas, os hábitos alimentares e os tóxicos. “É assustador a quantidade de pessoas que são diagnosticadas com câncer. O sol está mais intenso, os alimentos que a gente ingere são inadequados e infelizmente a população não tem uma redução do uso do cigarro. O tabaco também é um importante causador do câncer”, explica.
Conforme o clínico geral Wilson Stang, os cânceres que mais matam no mundo são os de pulmão, mama, colo uterino, retal e esôfago. Ele explica que o aumento no número de casos de câncer não é uma realidade apenas brasileira, já que os diagnósticos estão aumentando no mundo todo. Stang revela que a população precisa estar atenta aos sintomas para que seja possível um diagnóstico precoce. “Quanto mais precoce o câncer for diagnosticado, mais chances de cura terá. Se for diagnosticado no principio, ele pode ser curado em até 100% dos casos” explica.
O médico alerta ainda que as pessoas que já possuem histórico de câncer na família devem ter um cuidado redobrado. “A população precisa ficar atenta no que diz respeito ao câncer. Aqueles que já tiveram casos da doença na família devem ficar ainda mais alertas. Para isso, é preciso que se faça consultas regulares e exames específicos para cada tipo de câncer”, explica.
Ao receber o diagnóstico da suspeita, o paciente precisa ser operado imediatamente para coleta do material que deve ser encaminhado para a biópsia. Se a suspeita for confirmada, é preciso que o paciente seja encaminhado para um cirurgião geral ou oncologista. Stang explica que o cirurgião é responsável pela retirada do tumor, mas que o restante do tratamento deve ser feito por quimioterapia. “Após a retirada da neoplasia, é feito um tratamento com quimioterápicos para tratar as células neoplásicas que ainda persistem. Além disso, pode se fazer um tratamento associado à radioterapia que também auxilia na eliminação de células cancerígenas”, ressalta.
Lembrado no dia 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer é uma oportunidade para chamar a atenção sobre o crescimento dos casos da enfermidade, que até 2030 deve ultrapassar as doenças cardiovasculares e se tornar a principal causa de morte no mundo
SÃO MIGUEL DO OESTE
Camila Hundertmarck
O Dia Mundial do Câncer foi instituído em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e é celebrado todo o ano no dia 4 de fevereiro. A data tem como objetivo chamar a atenção das nações, líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento do câncer, que vem atingindo proporções alarmantes no mundo. Conforme dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas todo ano com câncer e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença. Os estudos revelam que até 2030 serão 26 milhões de novos caso e 17 milhões de mortes por ano no mundo.
Em São Miguel do Oeste, até o ano de 2009, cerca de 40 pessoas morreram vitimas de câncer. Conforme os dados apresentados em palestras no município, traquéia, laringe, lábio, boca, brônquios e pulmões foram os órgãos com maior incidência das neoplasias. Os cânceres de estômago, esôfago, fígado, pâncreas próstata, mama e colo do útero também entram nas estatísticas de mortes na região. Somados, esses tipos de cânceres fizeram mais de 50 vítimas de 2005 a 2009 no município.
De acordo com a secretária da saúde, Beatriz Soares, é freqüente o número de casos diagnosticados todo o ano em São Miguel do Oeste. “Temos praticamente todos os dias casos diagnosticados. Não temos um dia específico para cuidar do câncer, mas trabalhamos em todas as nossas ações. A gente sempre está falando na prevenção. Os próprios agentes de saúde, quando passam nas casas, reforçam o cuidado que se tem que ter com a doença”, adverte.
Beatriz ressalta que a quantidade de casos vem aumentando espantosamente ano após ano no município. Para ela, os principais motivos são as condições climáticas, os hábitos alimentares e os tóxicos. “É assustador a quantidade de pessoas que são diagnosticadas com câncer. O sol está mais intenso, os alimentos que a gente ingere são inadequados e infelizmente a população não tem uma redução do uso do cigarro. O tabaco também é um importante causador do câncer”, explica.
Conforme o clínico geral Wilson Stang, os cânceres que mais matam no mundo são os de pulmão, mama, colo uterino, retal e esôfago. Ele explica que o aumento no número de casos de câncer não é uma realidade apenas brasileira, já que os diagnósticos estão aumentando no mundo todo. Stang revela que a população precisa estar atenta aos sintomas para que seja possível um diagnóstico precoce. “Quanto mais precoce o câncer for diagnosticado, mais chances de cura terá. Se for diagnosticado no principio, ele pode ser curado em até 100% dos casos” explica.
O médico alerta ainda que as pessoas que já possuem histórico de câncer na família devem ter um cuidado redobrado. “A população precisa ficar atenta no que diz respeito ao câncer. Aqueles que já tiveram casos da doença na família devem ficar ainda mais alertas. Para isso, é preciso que se faça consultas regulares e exames específicos para cada tipo de câncer”, explica.
Ao receber o diagnóstico da suspeita, o paciente precisa ser operado imediatamente para coleta do material que deve ser encaminhado para a biópsia. Se a suspeita for confirmada, é preciso que o paciente seja encaminhado para um cirurgião geral ou oncologista. Stang explica que o cirurgião é responsável pela retirada do tumor, mas que o restante do tratamento deve ser feito por quimioterapia. “Após a retirada da neoplasia, é feito um tratamento com quimioterápicos para tratar as células neoplásicas que ainda persistem. Além disso, pode se fazer um tratamento associado à radioterapia que também auxilia na eliminação de células cancerígenas”, ressalta.
| Carmem Maria Lolatto |
Carmem conta que os sintomas eram parecidos com a menopausa e que por isso nunca imaginou que poderia se tratar de câncer. “Eu tinha muito cansaço e calorão e achava que era porque já tinha entrado na menopausa. Eu nunca pensei que eu estivesse com a célula cancerígena. Fui fazer meus exames e sempre apareciam nódulos nos meus seios, mas eles não aumentavam nem diminuíam”, conta. A dona de casa explica que só pensou em procurar o médico novamente, após a descoberta de outros três nódulos no pescoço. “Um dia me deu uma dor forte no pescoço. Minha filha olhou e sentiu que tinha três nódulos. Fiz uma consulta e foi retirado um para biópsia”, narra.
Dias após a consulta e a retirada de um dos nódulos, Carmem recebeu a triste notícia. “Quando veio o resultado, o médico me chamou no consultório e me contou que a notícia não era boa. Ele disse que era câncer”, relembra. Apesar da má notícia, Carmem tinha dois aliados. O câncer estava em fase inicial e não era o mais agressivo. Ela, porém, conta que a sensação foi a pior possível. “A minha primeira sensação foi de morte. Algo muito ruim. Depois, com o passar do tempo, fui aceitando. Hoje em dia a medicina está muito avançada e é possível buscar muitos tratamentos para se recuperar”, ressalta.
Uma das fases mais desgastantes do tratamento contra o câncer é a quimioterapia. Os medicamentos utilizados para combater as células cancerígenas são responsáveis pela perda de cabelo nos pacientes. Carmem conta que esta foi uma das fases mais difíceis e mais tristes pela qual já passou. “Na primeira quimioterapia, eu puxava o cabelo e caia. Eu fiquei totalmente careca, mas eu tinha que passar por esse processo. É muito ruim se olhar no espelho e se ver daquela forma”, relata.
Perto de completar dois anos de tratamento, Carmem está curada. Hoje ela faz quimioterapias de manutenção, apenas para controlar os nódulos e ter a certeza de que eles não voltem a aparecer em outras partes do corpo. “Na metade do tratamento, os linfomas já haviam sumido. Continuo fazendo quimioterapia de manutenção para não deixar o câncer voltar e, além disso, preciso ter cuidado com a minha alimentação”, explica. Apesar das dificuldades, a dona de casa afirma que encontrou uma nova maneira de ver a vida. “Hoje eu vejo a vida de uma maneira muito melhor, aproveito mais as coisas boas. Isso o câncer me ensinou”, finaliza.
COMO PREVENIR O CÂNCER·
- . Não fume – o cigarro é responsável por 30 % das mortes por câncer
- · Mantenha uma dieta equilibrada rica em frutas e verduras e reduza proteína animal do cardápio
- · Procure ficar no seu peso ideal, evitando sobrepeso ou obesidade
- · Quadros infecciosos, causados por vírus ou bactérias, estão relacionados com 17% de todos os cânceres
- · É fundamental adotar um comportamento de sexo seguro e vacinar as adolescentes contra o HPV antes do início da vida sexual
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